Confesso...
Há alturas da minha vida que esta música surge, do nada, vinda dum bar ou do rádio do carro e eu sinto que é um sinal, positivo, de que as coisas vão mudar. Que algo de bom vai acontecer. Demorava duas linhas a explicar o que tem esta música de especial mas não é pela falta de tempo que o faço... A verdade é que é especial e só eu sei porquê. Também é verdade que só consigo ouvir os primeiros acordes sem me desfazer em lágrimas mas, ao mesmo tempo, agradeço o sinal...
No entanto, hoje, precisei muito de ouvi-la intencionalmente. Maio passou-se e como todos os meses maio da minha vida foi um mês terrível. (Mais outra superstição!!) Junho começou feliz, mas ontem estive a pontos de perder a minha medalha dos 12 dias. Agarrei-me para não chorar. Mas hoje não...Deixei-as andar pelos meus jardins proibidos das lembranças. Mas não chorei por visitá-los. Chorei pela música, pela tristeza mas ao mesmo tempo pela esperança que ela me traz.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Rio Sado! É verdade!
O Sado (antigamente chamado Sádão) é um rio português, que nasce a 230m de altitude, na Serra da Vigia e percorre 180 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico junto a de Setúbal.
No seu percurso passa por Alvalade e por Alcácer do Sal, sendo o seu estuário a separar Setúbal de Tróia. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.
No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens).
A sua bacia hidrográfica tem uma área de 7640 km2.
in Wikipedia
No seu percurso passa por Alvalade e por Alcácer do Sal, sendo o seu estuário a separar Setúbal de Tróia. É dos poucos rios da Europa que corre de Sul para Norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.
No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens).
A sua bacia hidrográfica tem uma área de 7640 km2.
in Wikipedia
sexta-feira, 30 de maio de 2008
"Acima de tudo, na vida, temos necessidade de alguém que nos obrigue a realizar aquilo de que somos capazes. É este o papel da amizade. "
Conforme prometido aqui vai a Lição nº 1 - Os amigos
Se houve lição que aprendi durante estes "7 anos no Tibete" foi a importância dos amigos e da amizade. E, sobretudo, a importância dos verdadeiros amigos, aqueles que estão presentes nas horas más. Nas horas boas, há sempre "amigos", há sempre gente para partilhar connosco aquela garrafa do bom whisky, aquele gelado Chunky Monkey,aquela festa...Mas quando os sinos tocam a rebate, quando os sorrisos se transformam em lágrimas...aí sim...quem empresta o ombro, quem ouve e estende a mão...esses sim são os amigos! E, normalmente, costuma-se dizer que nessas alturas só um verdadeiro amigo é que sobressai. Pois, eu devo ter muita sorte :) Porque nesta fase que há vários meses me consome por dentro inúmeros se têm revelado os amigos. Pessoas que se preocupam, que mandam mensagem mesmo quando insisto em ter o telemóvel desligado, amigos que ligam de noite, que aparecem nas típicas janelinhas pop-up coloridas do messenger para perguntar como estão as coisas...
Amigos são aqueles que nos conhecem há 4 meses mas sobem connosco as escadas do Pedro Hispano (e do São João mas por engano!) e metem a pulseirinha HORROROSA das urgências com o nosso nome e esperam connosco de ar consternado tentado procurar uma palavra para dizer...
Tudo isto me ensinou uma grande lição sobre amizade. Amigos são aqueles com os quais ficamos meses sem falar mas que quando sabem que estamos tristes aparecem vindos dos 4 cantos.Amigos não são aqueles que nos usam para ouvirmos o cha-cha-cha do dia-a-dia, que nos bombardeiam com os seus pseudo-problemas...são aqueles que "choram" connosco e emprestam o casaco da tropa ( que já não cheira a tabaco!!!) para eu meter o nariz num longo abraço que sufoca mil lágrimas...
Se houve lição que aprendi durante estes "7 anos no Tibete" foi a importância dos amigos e da amizade. E, sobretudo, a importância dos verdadeiros amigos, aqueles que estão presentes nas horas más. Nas horas boas, há sempre "amigos", há sempre gente para partilhar connosco aquela garrafa do bom whisky, aquele gelado Chunky Monkey,aquela festa...Mas quando os sinos tocam a rebate, quando os sorrisos se transformam em lágrimas...aí sim...quem empresta o ombro, quem ouve e estende a mão...esses sim são os amigos! E, normalmente, costuma-se dizer que nessas alturas só um verdadeiro amigo é que sobressai. Pois, eu devo ter muita sorte :) Porque nesta fase que há vários meses me consome por dentro inúmeros se têm revelado os amigos. Pessoas que se preocupam, que mandam mensagem mesmo quando insisto em ter o telemóvel desligado, amigos que ligam de noite, que aparecem nas típicas janelinhas pop-up coloridas do messenger para perguntar como estão as coisas...
Amigos são aqueles que nos conhecem há 4 meses mas sobem connosco as escadas do Pedro Hispano (e do São João mas por engano!) e metem a pulseirinha HORROROSA das urgências com o nosso nome e esperam connosco de ar consternado tentado procurar uma palavra para dizer...
Tudo isto me ensinou uma grande lição sobre amizade. Amigos são aqueles com os quais ficamos meses sem falar mas que quando sabem que estamos tristes aparecem vindos dos 4 cantos.Amigos não são aqueles que nos usam para ouvirmos o cha-cha-cha do dia-a-dia, que nos bombardeiam com os seus pseudo-problemas...são aqueles que "choram" connosco e emprestam o casaco da tropa ( que já não cheira a tabaco!!!) para eu meter o nariz num longo abraço que sufoca mil lágrimas...
Pingodoce-maníaco depressiva ou monstra das bolachas como queiram...
Cansado de tanto ouvir "ó pai não queres meter gasolina no Tininho" o meu pai obrigou-me a fazer uma lista completa de todos os movimentos da minha conta bancária para descobrir-se onde gastava eu um salário completo...
Como não consegui diferenciar que entidade dava aquele comando, se a entidade patronal se a paternal, meti mãos à obra...
Dez minutos depois a resposta estava, humilhantemente, à minha frente...Pois é...aqui me confesso...Sou pingodoce-maníaco depressiva :( Ou seja, enquanto há aquelas pessoas que resistem, resistem mas às tantas têm que ir fumar um cigarrinho eu resisto, resisto mas não aguento e lá tenho eu que ir "dar uma passa" ao Pingo Doce...
Curiosamente a minha despensa não se assemelha nem pouco mais ou menos a um bunker...não! O que eu compro no Pingo Doce são bolachas, bolachinhas, de dieta, de chocolate, doces, salgadas...um sem fim de variedade gastronómica que envergonhariam o próprio ( e saudoso) monstro das bolachas!
Após reunião breve com a acima referida entida "paitronal" decidi que vou passar a ir uma vez por semana ao supermercado e ceder à tentação de entrar no templo da perdição de cada vez que passar à porta daquelas simpáticas letras verdes que nos lembram que ali dentro "não há talões nem outras complicações"...
Como não consegui diferenciar que entidade dava aquele comando, se a entidade patronal se a paternal, meti mãos à obra...
Dez minutos depois a resposta estava, humilhantemente, à minha frente...Pois é...aqui me confesso...Sou pingodoce-maníaco depressiva :( Ou seja, enquanto há aquelas pessoas que resistem, resistem mas às tantas têm que ir fumar um cigarrinho eu resisto, resisto mas não aguento e lá tenho eu que ir "dar uma passa" ao Pingo Doce...
Curiosamente a minha despensa não se assemelha nem pouco mais ou menos a um bunker...não! O que eu compro no Pingo Doce são bolachas, bolachinhas, de dieta, de chocolate, doces, salgadas...um sem fim de variedade gastronómica que envergonhariam o próprio ( e saudoso) monstro das bolachas!
Após reunião breve com a acima referida entida "paitronal" decidi que vou passar a ir uma vez por semana ao supermercado e ceder à tentação de entrar no templo da perdição de cada vez que passar à porta daquelas simpáticas letras verdes que nos lembram que ali dentro "não há talões nem outras complicações"...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Próximas faixas...
Um dia destes prometo que vou dedicar-me a escrever sobre as lições de vida que aprendi com o facto de ter vindo para o Porto. Vou só enunciá-las, primeiramente, como forma de organizar-me escrita e mentalmente e depois entreter-me-ei a desenvolvê-las.
A Lição nº 1 é : A amizade, os amigos e o verdadeiro sentido destas palavras.
A Lição nº 2 é: Amor, amar, eu amo...O verdadeiro alcance de amar-se alguém
As outras lições eu depois penso nelas...agora estou ocupada com o Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação :)
A Lição nº 1 é : A amizade, os amigos e o verdadeiro sentido destas palavras.
A Lição nº 2 é: Amor, amar, eu amo...O verdadeiro alcance de amar-se alguém
As outras lições eu depois penso nelas...agora estou ocupada com o Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação :)
Ao eloquentíssimo DMO
Caro Dmo,
Confesso que no meio do cinzento que cobre hoje tanto o céu portuense como o céu do meu pensamento trouxeste uma ponta de luz lisboeta.
Não encontrei erros no teu discurso, só afirmações certas embora erros no meu percurso tenha encontrado e muitos!!
Sou especial mas não tanto que valha segundas oportunidades de voltar atrás na estrada pois "quero ir buscar quem fui onde ficou"... Acaso não sabes onde nasce e desagua o Sado?
PS: Devias ter um Blog, escreves belíssimamente bem :)
Confesso que no meio do cinzento que cobre hoje tanto o céu portuense como o céu do meu pensamento trouxeste uma ponta de luz lisboeta.
Não encontrei erros no teu discurso, só afirmações certas embora erros no meu percurso tenha encontrado e muitos!!
Sou especial mas não tanto que valha segundas oportunidades de voltar atrás na estrada pois "quero ir buscar quem fui onde ficou"... Acaso não sabes onde nasce e desagua o Sado?
PS: Devias ter um Blog, escreves belíssimamente bem :)
Onde se compra esperança?
Há uns dias disseram-me que os blogs são os diários da nova geração...Não sei se será bem assim. Eu lembro-me de ter um diário e aquilo tinha um cadeado, tinha uma chavinha (aquilo bastava um puxão que se abria logo mas ok...) e nós podíamos escrever lá todas as tristezas e frustrações (e são tantas quando se tem 14 anos) que tínhamos (quase) a certeza que ninguém ia ler. Aqui estamos mais sujeitos aos hackers (não confundir com ácaros). No entanto, vou fazer um esforço para entrar no século XXI e subtituir o meu velho diário cor-de-rosa com chave e cadeado pelo moderno Asus Portable.
Lá fora está um tempo cinzento, aliás uma característica da cidade Invicta tão deliciosamente atribuída pelos alfacinhas, e aquele mesmo Asus Portable toca uma musiquinha do YouTube. Sinto-me nostálgica tal e qual o Rio De Ouro que corre lá ao fundo...Sinto-me triste e desanimada...Sinto que me tiraram os alicerces que me suportavam no equilíbrio (quem sabe aparente) da minha vida. A verdade é que me sinto num exílio forçado num sítio longínquo tipo Sibéria, sem perceber muito bem porque vim aqui parar nem porque motivo. Acho que envelheci nestes 6 meses mais do que nos últimos 6 anos da minha vida...E não falo só da parte psicológica do meu ser...falo fisicamente. E a Sibéria também não é fisicamente falando...é a Sibéria do pensamento...
Se eu pudesse voltar atrás no tempo juro que o fazia...O pior é que o piroso do Miguel Ângelo tem razão...sou como um rio....ando para a frente sem forma de voltar para trás (já agora se alguém me souber explicar onde é que o Sado nasce e desagua agradecia...porque eu acho que ele anda para trás e, se assim for há esperança!)
Que é que fazemos quando a esperança se vai? Que é que fazemos quando tudo o que tínhamos por certo e querido desaparece...?
Lá fora está um tempo cinzento, aliás uma característica da cidade Invicta tão deliciosamente atribuída pelos alfacinhas, e aquele mesmo Asus Portable toca uma musiquinha do YouTube. Sinto-me nostálgica tal e qual o Rio De Ouro que corre lá ao fundo...Sinto-me triste e desanimada...Sinto que me tiraram os alicerces que me suportavam no equilíbrio (quem sabe aparente) da minha vida. A verdade é que me sinto num exílio forçado num sítio longínquo tipo Sibéria, sem perceber muito bem porque vim aqui parar nem porque motivo. Acho que envelheci nestes 6 meses mais do que nos últimos 6 anos da minha vida...E não falo só da parte psicológica do meu ser...falo fisicamente. E a Sibéria também não é fisicamente falando...é a Sibéria do pensamento...
Se eu pudesse voltar atrás no tempo juro que o fazia...O pior é que o piroso do Miguel Ângelo tem razão...sou como um rio....ando para a frente sem forma de voltar para trás (já agora se alguém me souber explicar onde é que o Sado nasce e desagua agradecia...porque eu acho que ele anda para trás e, se assim for há esperança!)
Que é que fazemos quando a esperança se vai? Que é que fazemos quando tudo o que tínhamos por certo e querido desaparece...?
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