Há uns dias disseram-me que os blogs são os diários da nova geração...Não sei se será bem assim. Eu lembro-me de ter um diário e aquilo tinha um cadeado, tinha uma chavinha (aquilo bastava um puxão que se abria logo mas ok...) e nós podíamos escrever lá todas as tristezas e frustrações (e são tantas quando se tem 14 anos) que tínhamos (quase) a certeza que ninguém ia ler. Aqui estamos mais sujeitos aos hackers (não confundir com ácaros). No entanto, vou fazer um esforço para entrar no século XXI e subtituir o meu velho diário cor-de-rosa com chave e cadeado pelo moderno Asus Portable.
Lá fora está um tempo cinzento, aliás uma característica da cidade Invicta tão deliciosamente atribuída pelos alfacinhas, e aquele mesmo Asus Portable toca uma musiquinha do YouTube. Sinto-me nostálgica tal e qual o Rio De Ouro que corre lá ao fundo...Sinto-me triste e desanimada...Sinto que me tiraram os alicerces que me suportavam no equilíbrio (quem sabe aparente) da minha vida. A verdade é que me sinto num exílio forçado num sítio longínquo tipo Sibéria, sem perceber muito bem porque vim aqui parar nem porque motivo. Acho que envelheci nestes 6 meses mais do que nos últimos 6 anos da minha vida...E não falo só da parte psicológica do meu ser...falo fisicamente. E a Sibéria também não é fisicamente falando...é a Sibéria do pensamento...
Se eu pudesse voltar atrás no tempo juro que o fazia...O pior é que o piroso do Miguel Ângelo tem razão...sou como um rio....ando para a frente sem forma de voltar para trás (já agora se alguém me souber explicar onde é que o Sado nasce e desagua agradecia...porque eu acho que ele anda para trás e, se assim for há esperança!)
Que é que fazemos quando a esperança se vai? Que é que fazemos quando tudo o que tínhamos por certo e querido desaparece...?
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