É verdade. Mais um ano que, misteriosamente, chega ao fim. E pior que isso é a sensação de mortificação que o acompanha. Eu, também, sinto-me a chegar ao fim. Das minhas forças, do meu animus, da minha conta bancária! Tudo. E, mais estranho que tudo, é o facto de ha um ano atrás eu estar decidida a mudar de ares, sair de Lisboa, despedir-me do meu local de trabalho e ir para longe (e para perto).
E assim, os 365 dias descreveram um círculo e voltei a ficar virada para o ponto de partida. O que, francamente, não é bom.
Por isso tomei a decisão de começar novamente naquela que tinha sido a casa de partida do ano passado: ir para o Porto. Não sei se será a decisao certa, não sei o que futuro me reserva mas acredito que neste momento é a solução mais sensata e que melhor funcionará como uma catarse.
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