sexta-feira, 4 de abril de 2008

As voltas que a vida dá

Tem graça ter escolhido o nome deste blog um pouco à sorte mas a intuição acabou por revelar-se exímia conselheira. Falava eu das voltas que a vida dava e ela voltou a dar mais uma... Ou duas...Não posso entrar em pormenores porque, confesso, sou um pouco supersticiosa nestas coisas. A verdade é que quando achamos que as coisas estão a seguir determinado rumo logo o passo se altera e a música ganha outro improviso.
Desde que cheguei ao Porto nesta minha nova aventura profissional que as coisas não pararam de se alterar. A todos os níveis. E de tal ordem são estas mudanças que nem o meu humor permanece idêntico de dia para dia. Nem de hora para hora. Neste momento sinto que ando sobre um arame tal qual trapezista de circo, tentando equilibrar-me para chegar viva (e inteira) ao outro lado. Acontece que...para além de sentir que forças exteriores baloiçam perigosamente o arame eu não consigo vislumbrar o outro lado...E aqui estou eu...Além de ouvir o ritmo do tango e das milongas ainda tenho que dançar em cima de um arame com um holofote apontado ao meu corpo marcado pelo vestidinho rosa choc de lantejoulas. Lá em baixo o domador de leões.

1 comentário:

DMO disse...

Procederei a apresentar comentário digno de registo:

Pois é. Parece que sim, na medida em que confere.

Confiro-me o caro magister de proceder à "inauguralização" do presente blog.

Não gosto de blogs. São estúpidas formas de desabafar, de partilhar com outros coisas que normalmente nunca o faríamos. Mais fácil era bater em quem nos chateia. Gritar com quem merece, sem nos preocuparmos com "a moral, os bons costumes, o socialmente correcto". Em vez disso escrevemos. Escreves tu. Porque eu não tenho nenhum blog. Nem sequer sei escrever muito bem. Quanto erros dei? E quantos erros deste tu?

Pois é. Parece que sim, na medida em que confere.

Disse-te que seria estúpido. Não te menti. Nunca minto. Bem, só às vezes. Quando me apetece. Quando me diverte.

Não me apetece escrever mais. Não sei escrever mais. Até porque é hora de almoço e encontro-me com fome. Famélico. Também não tenho nada de jeito para dizer ou para partilhar. A seguir irei deglutir alimentos de assinalável qualidade.

Tu tens qualidade. Qualidades. És especial. Eu percebi isso, apesar do pouco tempo em que privámos. Gosto da tua forma de Ser. Já to disse. Gosto da tua simpatia natural. Da tua inteligência. Sempre me fizeste rir. E sentir bem quando estava triste. Sei que não o sabias. Não gosto de saber que estás a sofrer. É estúpido. Foi estúpido.

Vou-me embora. Falamos mais tarde.
Disse-te que não me importava se apagasses o meu comentário.

Menti.

Ósculo,

DMO